ENTIDADE MANTENEDORA

 

A Instituição é mantida pela Fundação Educacional Evangélica, entidade filantrópica. O Colégio Cônsul Carlos Renaux obteve seu reconhecimento pelo Decreto nº 156 da SecretariaEstadual de Educação, de 23/02/1954.

 

O Colégio Cônsul Carlos Renaux, instituição de ensino sem finalidade lucrativa, de caráter comunitário, sediado na cidade de Brusque, Santa Catarina, à Avenida Monte Castelo, é mantido pela Fundação Educacional Evangélica, pessoa jurídica de direito privado, que segue a orientação filosófico-pedagógica da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB.
A Fundação Educacional Evangélica, mantenedora do Colégio Cônsul Carlos Renaux, é entidade filantrópica, considerada de utilidade pública pela Lei Estadual n° 342, de 20.05.1958 e pelo Decreto Federal n° 94.364, de 22.05.1987. O Colégio Cônsul Carlos Renaux obteve seu reconhecimento pelo Decreto n° 156 da Secretaria Estadual de Educação, de 23.02.1954.

O Colégio Cônsul Carlos Renaux tem uma filosofia cristã-luterana, visando à educação integral do ser humano, buscando resgatar os valores perdidos, transformando o mundo. Esta concepção de educação implica em um conceito específico. O Colégio não é lugar para “domesticar” ninguém, mas é o espaço especial para a construção da cidadania, resgatando valores críticos, culturais, sociais, cristãos.

O Colégio sofre múltiplas determinações sociais, tanto contém o que há de conservador na sociedade quanto os germes da transformação social. Evidentemente não se fará a revolução social através do Colégio, mas podemos utilizá-lo na perspectiva de preparar os caminhos para essa nova sociedade.

O Colégio é, na verdade, responsável em praticar e sugerir a democratização das relações professor/aluno, colégio/família, ensino/aprendizagem, forma/conteúdo, ciência/senso comum. Assim pressupõe-se um grupo democrático de trabalho, diferente em habilidades e interesses, mas igual em importância, em que o diferente colabora para o crescimento individual e coletivo. Construir essa educação dinâmica é compromisso de todos os envolvidos.

O Colégio deve considerar a realidade individual e social de seus integrantes, trabalhando com autonomia e harmonia. Ele deve promover ativamente aprendizagens que capacitem todos a enfrentar com segurança e criatividade um mundo cada vez mais competitivo.

Para alcançar o ideal na educação, o Colégio deve dar oportunidade aos alunos de serem participativos e conscientes no e do meio em que vivem. Como Colégio democrático, deve dar oportunidades para que os alunos possam, criticamente, expor suas idéias e ser respeitados em suasintenções e anseios.

O Colégio quer ser uma Instituição onde a comunidade escolar possa exercitar o hábito de questionar e contribuir com idéias e atitudes fundamentadas em princípios cristão-luteranos.

O Colégio deve ter objetivos claros, conhecidos e buscados por todos.

 

 

MISSÃO

Contribuir com a formação de pessoas comprometidas com valores humanos, éticos e cristãos.

 

VISÃO

Uma escola de excelência na formação humana que oportuniza

o aprender, o fazer, o viver e o ser.

 

VALORES

Respeito, Responsabilidade, Honestidade, Solidariedade e Consciência Ambiental.

 

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Pessoas

 

 

Histórico

 

Nas colônias fundadas durante o século passado por imigrantes europeus, no sul do Brasil, a educação das crianças em idade escolar constituía geralmente uma das preocupações básicas. Via de regra, o Governo só raramente tomava conhecimento do problema. A iniciativa para a ministração de aulas aos meninos e meninas dos núcleos coloniais partia, quase sempre, de pessoas mais esclarecidas e aptas para o magistério. Assim também ocorreu em Brusque, onde os colonos contavam com a orientação de uma figura invulgar, o Pastor Henrique Sandreczki. Ele tomou a si a solução do problema educacional e, no dia 20 de abril de 1872, ministrou as primeiras aulas numa das salas de sua moradia, no alto da colina hoje ocupada pelos diversos edifícios do Colégio Cônsul Carlos Renaux.

Em 29 de dezembro de 1886 consolidou-se a fundação da Sociedade Escolar Evangélica que, a partir da iniciativa particular do Pastor Sandreczki, tomou a si o encargo de mantê-la, para assegurar às crianças em idade escolar a indispensável educação, inclusive o ensino religioso; não passou de modesta escola primária até 1926, quando foi assumida pelo professor Heinrich Barkmann, que lhe deu excepcional impulso nos oito anos seguintes.

Em 1o de junho de 1938 assumiu a direção o professor Arno Ristow, numa época de rígida nacionalização. Em 13 de novembro de 1944, pelo Decreto Estadual no 3.031, foi aprovado retroativamente o Curso Complementar criado em 1938. Em 26 de fevereiro de 1947 a Portaria Ministerial no 144 concedeu reconhecimento ao Ginásio Cônsul Carlos Renaux, primeiro ginásio de Brusque e único da cidade até 1954.

A instalação do Curso Normal de 2o Ciclo foi planejada em 1953 e sua criação efetivada em 23 de fevereiro de 1954 pelo Decreto no 156, do Governo do Estado. Em 1963 o colégio foi aparelhado com moderna oficina de Artes Industriais e, em março do ano seguinte, iniciadas as aulas nas áreas de metal, madeira e cerâmica, transformando-se o curso ginasial gradativamente em Ginásio Orientado para o Trabalho (GOT).

O Curso Científico tornou-se realidade pela concessão da licença prévia decretada em 28 de dezembro de 1963 e as aulas iniciadas em 5 de março de 1964. Com a criação do Curso Colegial Científico, o colégio passou oficialmente a chamar-se Colégio Cônsul Carlos Renaux, enfeixando esta denominação todos os cursos existentes, a saber, Primário-infantil (Jardim de Infância), 1º Grau (Básico I, Básico II – primário e ginasial) e 2º Grau Ensino Médio – Normal e Científico), cursos estes freqüentados por aproximadamente 1.000 alunos.

Atualmente, o Colégio Cônsul Carlos Renaux conta com aproximadamente 1.000 alunos, divididos em Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

 

Educação

 

O aluno deve ser capaz de refletir sobre a realidade em que vive, pois só assim ele terá condições de transformá-la. Se a educação não estiver baseada nestes preceitos, far-se-á com que os alunos apenas se adaptem à realidade, sem discuti-la.

É preciso definir ações educacionais inseridas neste contexto para não pensar que o mundo se reduz tão somente à nossa capacidade de percepção e apreensão dos fatos. As ações devem ser definidas de forma participativa e democrática.

A educação preconizada pelo Colégio Cônsul Carlos Renaux quer ser coerente com as concepções de homem, mundo e sociedade anteriormente descritas.

Assim, o colégio se preocupa com uma educação que visa a formação do indivíduo, preparando-o para a vida em sociedade. Por isso todo esforço no sentido da manipulação do indivíduo para que simplesmente se adapte à realidade, sem discuti-la, deve ser combatido.

O indivíduo deve ser capaz de refletir sobre a realidade em que vive, pois só assim ele terá condições de transformá-la.

A educação não é, certamente, a alavanca da transformação social. Porém, se sozinha ela não pode fazer essa transformação, a mesma não se consolidará sem ela. É necessário criar condições para que uma educação democrática seja possível, favorecendo o aparecimento de indivíduos solidários, preocupados em superar o individualismo, construindo uma sociedade mais justa, mais igualitária.

Portanto, é preciso definir ações educacionais inseridas neste contexto para não pensar que o mundo se reduz tão somente à nossa capacidade de percepção e apreensão dos fatos. As ações devem ser definidas de forma participativa e democrática.

 

Alunos

 

O Colégio reúne um grupo social de alunos heterogêneos em credos, raça, faixa etária, valores, princípios, posição social, interesses, habilidades. Reúne crianças e jovens provenientes de diferentes formações, todos ainda em processo de educação.

No Colégio o aluno não encontra o substituto da família. O colégio é, entretanto, o espaço em que o aluno deve aprimorar a aprendizagem da convivência social.

Assim como a família é espaço privado e o Colégio espaço público, as regras de convivência não podem ser particulares. O que vale é o bem-estar geral.

O aluno é diferente em interesses, habilidades, conhecimentos, idéias, expectativas. Cabe ao Colégio considerar estas diferenças sabendo que cada um é um ser único, especial e como tal deve ser tratado.

No Colégio o aluno deve encontrar meios para desenvolver um conhecimento personalizado; cada aluno constrói o seu conhecimento, bem como aprende a conviver social e democraticamente.

O aluno é pois este ser especial, proveniente de diferentes famílias, cada qual com seus valores e suas verdades, e que deve ser entendido nas suas diferenças. Aceitá-lo como é e em conjunto dar-lhe os meios para o desenvolvimento pleno de cidadão e sobretudo de homem é o objetivo maior do Colégio. Ele tem também expectativas diferentes em relação ao Colégio e aos professores, além das expectativas comuns. Cabe ao Colégio trabalhar estas ansiedades e fazer com que o aluno seja um ser consciente de suas potencialidades.

 

 

Sociedade

 

Na visão da filosofia luterana de educação, o ser humano vive em relação com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza. É inerente ao ser humano relacionar-se constantemente com este mundo, um mundo que não é perfeito, pois é organizado por homens pecadores, que, através da violência e da persuasão, dão privilégios a idéias e ações que obrigam a refletir e repensar o dia-a-dia.

Assim o processo de conscientização se dá em seres humanos que ocupam espaço em âmbitos sociais, políticos e econômicos; cumpre formar estes seres.

No tempo presente vivencia-se um quadro político: o domínio no âmbito econômico aparece concretamente quando países de primeiro mundo ditam as normas de relações econômicas internacionais, onde os países de terceiro mundo submetem-se a estas regras, muitas vezes sem avaliar conseqüências. Socialmente, as conseqüências desta atitude de submissão econômica se constata no crescente número de excluídos, pessoas que vivem à margem da sociedade, sem condições mínimas de vida digna. Pessoas que não têm acesso aos bens desta sociedade. Politicamente, serão estas as pessoas que formarão a massa de manobra, incapazes de exercer sua cidadania, sem ter consciência do valor do voto, de poderem através dele escolher adequadamente seus representantes.

O Colégio Cônsul Carlos Renaux se preocupa com a necessidade de uma nova sociedade, que supere o que acima está descrito, pois o brasileiro ainda é um povo politicamente pobre, que ainda não conquistou o seu espaço, que convive com a impunidade e com os privilégios de alguns.

Felizmente, constata-se que há reações a este tipo de agressão e é necessário reconstruir o justo, o certo.

É óbvio que esta tarefa não cabe somente ao colégio, mas cabe a toda sociedade. Entretanto, o colégio tem uma participação importantíssima na medida que inclui ao seu currículo a ética, a dimensão humanística, político-social, técnica e científica. Deve colaborar procurando desenvolver entre os alunos lideranças criativas, solidárias, fazendo-os compreender a necessidade de mudanças e que estas mudanças também dependem deles.

Professores

 

Com a chegada do III milênio, o professor está adotando uma nova postura. Consciente de sua importância, busca constante atualização, tornando-se mestre e aprendiz ao mesmo tempo.

O professor do novo milênio é um profissional comprometido com as transformações sociais e políticas e aberto às mudanças, ao novo, ao diálogo, à ação cooperativa, ciente de que é agente de transformação.

A filosofia da escola deve ser seguida com sabedoria, consciência, responsabilidade e humildade para receber críticas.

Muito mais que acumular conhecimentos, o professor orientará o raciocínio, desenvolverá a criatividade, a iniciativa e o espírito crítico.

Assim, o professor atual ensina ao aluno a aprender, com a finalidade de torná-lo autor e não mero ator. Preocupa-se com a formação integral do aluno, pesquisando e colhendo informações para, juntamente com o aluno, torná-las conhecimento. Desta forma, assume o compromisso de fazer do aluno um cidadão com capacidade própria, com autonomia e competência de fazer sua própria história.

Sendo alguém comprometido com os interesses do aluno e do Colégio, deve ter uma postura firme, mas estabelecendo vínculos afetivos.

Assim, nem mesmo as mais modernas tecnologias colocarão em xeque a importância do professor no processo ensino-aprendizagem.

 

Pessoas

 

Na visão de Jesus Cristo e na forma como Ele vivenciou sua mensagem, o ser humano é um ser inteiro, indivisível. Nem só corpo, nem só espírito. É corpo e espírito.

É um ser práxis, da ação e da reflexão. Um ser inacabado e único, curioso em relação ao mundo. Desde épocas há muito esquecidas, o ser humano vive em grupos, pois trata-se de um corpo consciente, capaz de conhecer a realidade interagindo com os seus iguais, sem a relação comunicativa desaparecida o próprio sentido e significado do conhecimento. Nesse contexto, inteligência significará muito mais que um ato solitário. Implica cada um tornar-se melhor, contudo em nome de propósitos cada vez mais solitários e criativos.

A educação será redefinida somente a partir de um novo conceito, o da corporeidade. É preciso resgatar a capacidade criativa dos corpos vivos, o que vai muito além das tentativas de conceituar o ser humano a partir de aspectos motores, cognitivos e afetivos.

O colégio deve colaborar na formação de pessoas conscientes de seus direitos e responsáveis pelos seus deveres, sendo solidárias e participativas dentro da sociedade na qual estão inseridas. Pessoas motivadas, que busquem inovar e construir uma sociedade justa, respeitando o espaço e a capacidade de seus semelhantes, dentro dos princípios humanos e religiosos.

Princípios de ética, honestidade e coragem são importantes na formação de uma pessoa íntegra, crítica e curiosa. Esta deve procurar uma atualização contínua, dentro de uma formação política, flexível e inovadora.

Que seja a pessoa vista como alguém criada e amada por Deus e por isto capaz de viver solidariamente.

 

Mundo

 

Os problemas sociais estão tomando dimensões cada vez maiores e, conseqüentemente, muitos valores como respeito, solidariedade e humanidade estão sendo esquecidos.

Percebe-se um mundo individualista onde ter é mais importante que ser, pois a competitividade está cada vez maior. Nota-se uma necessidade contínua do ser humano em superar seus limites, esquecendo que ele tem outras necessidades que o satisfazem como pessoa.

Crianças e adolescentes estão crescendo num mundo de tensões, pressões, incertezas e de rápidas mudanças tecnológicas, onde, por outro lado, impera o consumismo, a pobreza, o desemprego que gera violência.

Diante desse contexto, o Colégio não pode ficar alheio às novas exigências do mercado, sob a pena de não cumprir com o seu papel na formação do aluno.

A escola atual vive um impasse onde os meios de comunicação a superam na tarefa de transmitir. Contudo, ela deve acompanhar as mudanças tecnológicas, beneficiar-se delas para capacitar seus alunos a desenvolver uma visão seletiva, fundamentada na sua formação como pessoas e como profissionais.